CRSM – Centro de Referência da Saúde da Mulher

Especialidades

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Endoscopia Ginecológica

Chefe de Núcleo: Prof. Dr. Luciano Gibran

O Núcleo de Endoscopia Ginecológica e Endometriose do Hospital Pérola Byington presta atendimento às doenças ginecológicas passíveis de cirurgia histeroscópica e laparoscópica. Tanto a histeroscopia quanto a laparoscopia são técnicas cirúrgicas minimamente invasivas que permitem acesso à cavidade abdominal e à cavidade uterina por meio de equipamentos como óticas, fibra ótica, microcâmaras além de instrumentais de fino calibre que proporcionam menos dor no pós-operatório, menos tempo de internação, retorno mais rápido às atividades e cicatrizes menores e mais estéticas.

Dispomos de equipe atualizada, capacitada e de equipamentos de alta tecnologia, permitindo na histeroscopia realizar diagnóstico e tratamento em um único procedimento (“See and treat”) através do uso de mini-ressectoscópico e do sistema de Bettocchi, na maioria das vezes sem necessidade de anestesia, o que permite atender um maior número de pacientes e com redução do risco cirúrgico. Reservamos uso de anestesia e ressectoscópio convencional apenas para casos mais complexos ou lesões de maior volume.

Na laparoscopia, contamos com equipes multidisciplinares (ginecologia, cirurgia do aparelho digestivo, urologia, cirurgia torácica, fisioterapia pélvica, nutrição e psicologia), fundamentais para o tratamento adequado das pacientes com endometriose profunda. Quando indicado tratamento cirúrgico desta doença, visamos exérese completa dos focos, incluindo abordagem de trato urinário, ressecção intestinal, lesões de parede abdominal e diafragma.

Realizamos por laparoscopia todos os tipos de procedimento cirúrgico indicados para o tratamento de doenças ginecológicas benignas, quais sejam, miomectomias, histerectomias, cistos de ovário, doenças das tubas uterinas e endometriose profunda pélvica e extra-pélvica.

Além das atividades de assistência à saúde da mulher, o Núcleo de Endoscopia Ginecológica e Endometriose do Hospital Pérola Byington tem um papel fundamental para a sociedade com a responsabilidade de disseminação de conhecimento, oferecendo pós-graduação lato sensu de alta qualidade para médicos de todo o Brasil através de concurso realizado anualmente para a área de Endoscopia Ginecológica e de cursos; On-line (teórico) e Hands-On (prático) de Histeroscopia que já é tradicional em nosso país, com duas edições anuais e nota máxima de avaliação entre os profissionais participantes.

Contamos com ambulatórios diferentes em cada dia da semana no prédio dos Ambulatórios do Centro de referência da Saúde da Mulher, localizado na Rua Santo Antônio, 630. Nas consultas, avaliamos quais casos deverão ser submetidos à cirurgia e acompanhados conosco ou quando devem retomar seguimento na unidade básica de saúde.

As patologias ginecológicas abordadas pela equipe de Endoscopia são:

 Ambulatório de Histeroscopia

  • Sangramento Pós Menopausa / Espessamento endometrial
  • Sangramento Uterino Anormal
  • Pólipo Endometrial
  • Sinéquias Intrauterinas
  • Malformações uterinas
  • Istmocele
  • DIU Perdido

 Ambulatório de endometriose

  • Endometriose _ Tratamento Clínico
  • Endometriose _ Tratamento Cirúrgico
  • Endometriose Intestinal
  • Dor pélvica crônica

 Ambulatório de mioma

  • Leiomioma Uterino (Miomectomias e Histerectomias)

 Ambulatório de patologias anexiais

  • Cistos Anexiais de características benignas (ovarianos e tubários)
  • Salpingooforectomia bilateral profilática em pacientes oncológicas, quando indicada cirurgia em avaliação conjunta com equipe da oncologia e mastologia.

Corpo Clínico

Chefe de Núcleo: Prof. Dr. Luciano Gibran

Médicos contratados

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Ginecologia

Dr. Andre Luiz Malavasi – Chefe de Núcleo

A Gerência de Ginecologia do Hospital Pérola Byington – Centro de Referência da Saúde da Mulher (CRSM) –, em São Paulo, coordena os setores de Ginecologia Cirúrgica, Endoscopia Ginecológica, Uroginecologia, Pronto Atendimento e Sexualidade.

Os setores de Ginecologia Cirúrgica e Endoscopia atendem prioritariamente afecções ginecológicas de alta complexidade, sendo realizadas aproximadamente 2.000 consultas ambulatoriais e 250 procedimentos cirúrgicos por mês. Além disso, atua em parceria com o setor de Oncologia Pélvica e Mastologia na confirmação do câncer da mulher, bem como auxiliando no seu tratamento interdisciplinar.

O Pronto Atendimento prima pela excelência do atendimento à mulher, vítima de violência sexual. Prioriza também a assistência às complicações oncológicas e intercorrências clínicas de pacientes com câncer ginecológico acompanhadas no CRSM. Realizam-se aproximadamente 2 mil consultas por mês com essas características.

O CRSM conta ainda com equipe qualificada para o tratamento da disfunção sexual feminina.

A Gerência de Ginecologia contribui na formação e no treinamento dos residentes de Ginecologia do CRSM (Residência Médica do SUS). Atuam em todas as esferas, sempre supervisionados por preceptores e assistentes altamente qualificados, prospectando as mais modernas e avançadas técnicas com índices/parâmetros referenciais mundiais.

Residentes de ginecologia, oriundos de diversas instituições públicas de ensino, colaboram também nesta gerência. O setor de Endoscopia Ginecológica conta com a presença de 6 estagiários por ano, especializandos nas áreas de videolaparoscopia e histeroscopia.

Rotina Ginecológica – Prevenção do Câncer na Mulher

O CRSM – Hospital Pérola Byington, seguindo recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e diretrizes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), preconizam que o rastreamento do câncer na mulher seja feito da seguinte maneira:

Papanicolaou (ou citologia oncológica cérvico-vaginal)

A coleta do exame deve ser iniciada 1 ano após a primeira relação sexual. Após 2 coletas consecutivas negativas, com intervalo de 1 ano, o exame pode ser repetido a cada 2 ou 3 anos.

Colposcopia

Não é considerado exame de rastreamento do câncer de colo do útero. Deve ser realizado apenas após alteração do Papanicolaou que sugira infecção pelo HPV (Papiloma Vírus Humano) ou lesão precursora de câncer.

Mamografia

Deve ser preferencialmente realizada após os 50 anos de idade, e anualmente a seguir. Antes dos 40 anos, a mulher deve apenas ser submetida a exame físico mamário pelo ginecologista, no mínimo 1 vez ao ano. Pacientes com história familiar de câncer mamário (mãe ou irmã) podem iniciar o rastreamento com mamografia aos 35 anos de idade, ou conforme recomendação médica.

Ultrassom Mamário

Não é considerado exame de rastreamento do câncer de mama. Após exame físico suspeito ou alteração mamográfica, pode ser solicitado pelo especialista para elucidação diagnóstica.

Ultrassom Pélvico ou Transvaginal

Tem indicação individualizada. Pode ser solicitado pelo especialista que suspeite de alguma anormalidade no exame físico ginecológico, na investigação de sangramento uterino anormal ou dor pélvica na mulher. Não é necessário realizar este exame rotineiramente, inclusive na pós-menopausa.

Histeroscopia

Mulheres menopausadas, aquelas que há mais de 1 ano que apresentaram sangramento vaginal e, ao ultrassom pélvico, for visibilizado espessamento endometrial, devem obrigatoriamente realizar o exame de histeroscopia. Através desse método confirma-se ou não o câncer de endométrio. Pacientes na pré-menopausa que se queixem de sangramento uterino anormal, também com achados ultrassonográficos suspeitos, são também elegíveis à realização do exame.

Os exames preventivos básicos, como o Papanicolaou e a mamografia, bem como a investigação primária de afecções ginecológicas, como o ultrassom, devem ser realizados preferencialmente na rede básica de saúde e, após forte suspeita ou detecção do câncer ginecológico propriamente dito, a paciente deve ser encaminhada ao CRSM.

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Mastologia

Dr. Jorge Yoshinori Shida – Chefe de Núcleo

O câncer de mama tem incidência crescente sendo a principal causa de morte por neoplasia nas mulheres brasileiras. Segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil, são estimados cerca de 76.290 casos novos em 2014. No Brasil, cerca de 40% dos casos de câncer de mama são diagnosticados e tratados nos Hospitais Públicos Oncológicos das grandes cidades. A principal causa da grande proporção de casos avançados é o longo tempo de espera para o diagnóstico dos nódulos palpáveis e início do tratamento que é superior a 120 dias. Neste período há progressão de tumores em estágios iniciais para avançados e consequente aumento de mortalidade. Tais evidências mostram claramente que antes de se implementar um programa de rastreamento mamógrafo deve-se agilizar a elucidação diagnóstica dos nódulos palpáveis com tratamento imediato para o câncer, impedindo a progressão para estádios avançados. Tal estratégia reduziria de imediato a mortalidade com custo mínimo.

Iniciamos em com o apoio da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo no Hospital Perola Byington (São Paulo) um atendimento diferenciado no Centro de Alta Resolutividade (CARE) junto ao Centro de Diagnóstico com 5 mamógrafos e sala para realização de biópsias ambulatoriais (punção ou core) acoplada ao serviço de patologia para diagnóstico citológico imediato. O pronto atendimento gratuito em consulta única foi implementado em agosto de 2005. As consultas são supervisionadas por Mastologistas treinados em atendimento resolutivo, em conjunto com médicos ginecologistas.

A falta de capacitação dos médicos que atuam no atendimento primário da saúde da mulher faz com que haja um encaminhamento da maioria das pacientes com sintomas mamários para os Hospitais Oncológicos de Alta Complexidade.

A cidade de São Paulo, a maior da América Latina, recebe cerca de 6 mil casos novos por ano, muitos provenientes de inúmeras cidades do Brasil. Consequentemente, os Hospitais especializados trabalham com sobrecarga para triagem e diagnóstico de câncer, retardando o início do tratamento em até 6 meses, acarretando progressão da doença e consequentemente piora do prognóstico.

Apesar dos investimentos em novos Hospitais e medicamentos a mortalidade mantém-se estável em São Paulo e crescente em todo Brasil. Cerca de 55% dos casos que iniciam o tratamento nos Hospitais Públicos do Brasil encontram-se no Estádio 3. Uma solução de curto prazo seria aperfeiçoar a infraestrutura dos Hospitais para o atendimento imediato e capacitar os Mastologistas para o atendimento resolutivo integrado com os radiologistas e patologistas para eliminar o tempo de espera da primeira consulta (triagem) e exames diagnósticos (mamografia, ultrassom, biópsia e citologia oncótica) em uma única consulta e iniciar o tratamento precocemente, impedindo a progressão da doença e assim reduzir a mortalidade.

Nesse sentido, iniciou-se no Hospital Pérola Byington um projeto de capacitação de médicos especialistas em atendimento integrado e resolutivo para realização de biópsias por ultrassom. O hospital dispõe de 6 mamógrafos e patologista, na mesma área física. A continuidade do atendimento (cirurgias, radioterapia e quimioterapia) é assegurada a todos os pacientes.

 

Sucesso do Projeto (2006 a 2018)

  1. Redução do tempo para diagnóstico de 90 dias para 4 horas (2006 a 2018).
  2. Redução de casos avançados de para 44,8 para 25,7% (2006 a 2018).
  3. Aumento de casos iniciais (estádios 1 e 2) de 55,2 para 74,3% (2006 a 2018).
  4. Eliminação do tempo de consulta ao Mastologista (antes de 60 dias).
  5. Redução estimada de mortalidade em 10 anos de 19,2%.
  6. Redução da ansiedade pelo diagnóstico imediato em mais de 40 mil pacientes com doenças benignas.

Pode-se constatar que a qualificação dos médicos para o atendimento resolutivo foi o fator mais importante no sucesso do atendimento em consulta única. Buscamos simplificar ao máximo a adequação da infraestrutura disponível, evitando gastos desnecessários. Inserimos o atendimento médico em áreas próximas aos equipamentos disponíveis (mamógrafo e ultrassom).

A escolha do Hospital foi fundamental por ser o maior Centro de Atendimento em Câncer de Mama do Brasil, com demanda diária de 20 casos novos e capacidade de realizar mais de 600 cirurgias/mês e recursos para dar continuidade ao tratamento oncológico de quimio, radio e hormoniterapias.

O atendimento resolutivo em consulta única pode ser implantado em muitas especialidades sem implicar em novos investimentos no SUS para o Estado, pois elimina fila de espera e o tempo para realização dos exames diagnósticos de 60 dias para apenas 2 horas. Pode ser implementado em qualquer local que disponha de equipe treinada para realizar exames diagnósticos e biópsia ambulatorial. Tem boa relação custo/benefício sendo menos oneroso para as populações de baixa renda e reduz mortalidade em curto período. O trabalho integrado entre várias especialidades junto aos métodos de diagnóstico, propicia uma redução no número de exames desnecessários, melhora a qualidade destes, contribui para motivar o aprendizado entre as equipes e capacita alunos e médicos para esse tipo de atendimento.

Inúmeras parcerias já foram firmadas para a reprodução em vários hospitais públicos de referência do Brasil.

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Oncologia Cirúrgica (OCR)

Dr. Roney Cesar Signorini Filho – Chefe de Núcleo

Hospital Pérola - Leito

Corpo clínico

  • Dr. Roney Cesar Signorini Filho – Diretor da Oncologia Cirúrgica e PTGI

Médicos contratados

  • Dr. Alexandre Pitorri
  • Dra. Amanda Beatriz de Almeida Herbas
  • Dra. Dariane Sampaio A. M. Piato
  • Dr. Fabio Yoriaki Yamaguchi
  • Dr. Fausto Baracat
  • Dr. Gabriel Lowndes de Sousa Pinto
  • Dra. Iramaia Oliveira Chaguri
  • Dra. Marcia Pascutti dos Reis Gontscharow
  • Dr. Mario Augusto S. Bueno Piotto
  • Dr. Oscar de Almeida Júnior
  • Dra. Priscila de Paulo Giacon
  • Dr. Ricardo Chazan Breitbarg
  • Dra. Silvana Maria Graziani
  • Dra. Vivian Gronowicz

Médicos voluntários

  • Dra. Aline Pereira Daher
  • Dra. Giulia Cerutti Dalvi
  • Dra. Maysa Silva Rodolfo
  • Dra. Nair Burgeno
  • Dr. Rubens Rossati França Júnior

Telefones de contato

  • Gerência de Oncologia: (11) 3248-8113

A Oncologia Cirúrgica do Hospital Pérola Byington – Centro de Referência da Saúde da Mulher (CRSM) está inserida no Sistema CROSS (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde). Presta atendimento aos diversos cânceres ginecológicos, sendo os mais relevantes, pela ordem de frequência:

  • Câncer do colo do útero;
  • Câncer do endométrio (corpo do útero);
  • Câncer de ovário;
  • Câncer de vulva e vagina.

As condições prioritárias para referenciamento são:

  • Tumor do colo do útero (visível ou com biópsia);
  • Tumores de vulva ou vagina (visível ou com biópsia);
  • Tumor do endométrio (com biópsia – curetagem ou histeroscopia)
  • Sangramento vaginal após a menopausa, com espessamento endometrial > 5mm (com ou sem biópsia prévia);
  • Tumores do corpo do útero com suspeita de câncer (“sarcoma”);
  • Tumores de ovário com suspeita de câncer (“sólido-cístico”).

Casos de doença visível, como no câncer do colo do útero, vagina e vulva, preconiza-se que a paciente já tenha realizado a biópsia na UBS, AMAs ou AMEs, sobretudo para agilizar o início do seu tratamento.

Paciente com diagnóstico de doença benigna como leiomioma uterino, cisto simples e teratoma do ovário, hidrossalpinge, endometriose e endometriomas serão reencaminhadas a Unidade Básica de saúde ou hospital de origem, uma vez que o escopo do Núcleo de Oncologia Cirúrgica do CRSM é o tratamento do câncer ginecológico.

Realiza-se aproximadamente 600 atendimentos ambulatoriais por mês, incluindo primeiras consultas, retornos, avaliações de outras especialidades e seguimento oncológico após o tratamento inicial.

Desde 2011, a OCR vem executando mais de 900 cirurgias de alta e média complexidade por ano, diagnóstica ou terapêutica, compreendendo grande parte dos casos de câncer ginecológico do Estado de São Paulo.

 

CAGIO

Uma vez ingressada na instituição, a paciente será atendida no CAGIO (Centro de Alta Resolutividade em Ginecologia Oncológica) desde sua avaliação oncológica inicial, realização de exames confirmatórios da doença ou de planejamento terapêutico, preparo pré e pós-operatório.

O objetivo principal do CAGIO é o diagnóstico definitivo em até 14 dias (através de biópsias ou exames de imagem), avaliação pré-anestésica e realização da cirurgia em até 21 dias da primeira consulta.

A Oncologia Cirúrgica do CRSM não possui “fila cirúrgica”, ou seja, toda vaga disponibilizada à Rede através do Sistema CROSS garante à paciente a oportunidade de iniciar seu tratamento em até 60 dias, seguindo as recomendações da Secretaria da Saúde.

Após a realização de cirurgia, quando pertinente, a data limite para os resultados anatomopatológicos é de 21 dias, o que proporciona brevidade na indicação de tratamento complementar, por exemplo, com quimioterapia.

O CRSM não dispõe de Radioterapia, mas possuímos convênio com diversas instituições que integram o SUS, reguladas pelo Sistema CROSS. Apesar disso, o acesso ao Hospital Pérola Byington é assegurado nas situações de intercorrências oncológicas ou para avaliar o resultado do tratamento e acompanhamento a longo prazo.

 

Patologia do trato genital inferior (PTGI)

Médicos contratados

  • Dra. Isabel Cristina (chefe do núcleo)
  • Dra. Denise Queiroz Ferreira
  • Dr. Francisco de Assis T. Miranda Filho
  • Dra. Marcia Cristina Prado Felician
  • Dra. Marcia Francinete Pinheiro Faro
  • Dra. Margarida Cecilia C. de Carvalho

A PTGI do Hospital Pérola Byington – Centro de Referência da Saúde da Mulher (CRSM) presta atendimento prioritário às lesões genitais percursoras do câncer do colo uterino, vagina e vulva.

Sabe-se que grande parte dessas alterações são decorrentes da infecção pelo HPV (Papilomavirus Humano), mas a simples presença do vírus não é responsável isoladamente pelo desenvolvimento desses cânceres.

Atualmente, a instituição atende exclusivamente pacientes agendadas através do Sistema CROSS (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), sob responsabilidade da Secretaria da Saúde.

As condições prioritárias para referenciamento são:

  • Alteração da citologia oncológica cervicovaginal(Papanicolau):
    • Lesão Intraepitelial de Alto Grau (LIEAG)
    • Atipias em Células Escamosas, não se podendo afastar lesão de alto grau (ASC-H)
    • Atipias em Células Glandulares (ACG ou AGC)
  • Biópsia do colo do útero (NIC), vagina (NIVA) ou vulva (NIV):
    • NIC 2 / NIVA 2 / NIV 2
    • NIC 3 / NIVA 3 / NIV 3
  • Outras doenças da Vulva:
    • Condiloma extenso
    • Doença de Bowen
    • Papulose Bowenóide
    • Liquen Escleroatrófico
    • Hidradenite Supurativa
  • Atrofia Genital, sobretudo nas pacientes oncológicas ou com contraindicação de tratamento hormonal, através de:
    • Laser CO2
    • Radiofrequência ablativa e não ablativa
    • Jato de plasma

Exceto em pacientes imunossuprimidas, que possuem acesso irrestrito para qualquer afeção genital, casos de Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LIEBG), NIC 1 e Condilomas devem ser encaminhados diretamente aos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) ou tratados na própria Unidade Básica de Saúde.

No CRSM, os procedimentos cirúrgicos são realizados em regime de “hospital dia”, sempre com a retaguarda de Equipe Anestésica e da Unidade de Internação quando pertinente nos casos mais complexos.

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Reprodução Humana

Dr. Artur Dzik – Chefe de Núcleo

Corpo Clínico

  • Dr. Artur Dzik – Gerente de Reprodução Humana Assistida

Médicos

  • Fabiola Cesconeto
  • Gilberto da Costa Freitas
  • Ivaldo Alvarez Baratella
  • Joao Roberto Paladino Jr
  • Keila Patrícia Veludo
  • Lais Cristina Yazbek
  • Luiz E. T. Albuquerque
  • Nilka Fernandes Donadio
  • Renata Maria B. Scarabichi
  • Valeria da Silva Cunha de Santana
  • Vlamir Arcas
  • Yaron Hameiry

O Setor de Reprodução Humana realiza cerca de 300 ciclos de fertilização assistida de alta complexidade (FIVETE) por ano, além de 70 a 100 ciclos de preservação oncológica da fertilidade (vitrificação de oócitos).

As técnicas de alta complexidade são representadas pela fertilização “in vitro” convencional e pela injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). A preservação oncológica já foi realizada em mais de 300 pacientes jovens na maioria com câncer de mama (pré-quimioterapia).

O setor, além de oferecer assistência, tem atuação determinante na área de ensino e pesquisa, recebendo residentes de toda a rede de hospitais públicos do Estado e formando profissionais que vêm de todo o Brasil para obter qualificação em reprodução humana assistida. O setor está, também, sempre presente nos principais congressos nacionais e internacionais da área, levando contribuições importantes e apresentando a experiência do grupo no tratamento da infertilidade.

Pacientes que desejam ser atendidas neste serviço devem procurar AMAS ou AMES (Postos de Saúde) mais próximos da residência, para atendimento ginecológico e de acordo com critérios médicos pré-estabelecidos ser agendada através do sistema CROSS no próprio AMA ou AME.

Portanto, receberemos somente pacientes já agendadas através do sistema CROSS pelas AMAS ou AMES.

Haverá critérios para a admissão de novas pacientes, que serão avaliados pelo ginecologista da unidade básica: a paciente não deverá ter completado 40 de idade, não poderá ter três cesáreas (ou mais) anteriores, não deve ser portadora de doença crônica grave (cardiopatias, diabetes descompensado etc., ou doença infecciosa que não permita a utilização do nosso laboratório (hepatites B e C, HIV).

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Núcleo de violência sexual e abordo legal previsto em Lei

A violência sexual é fenômeno multidimensional que afeta todas as classes sociais, idades, raças, etnias e orientações sexuais, e consequentemente, problema de saúde pública. Embora atinja pessoas de ambos os gêneros, crianças, adolescentes e mulheres constituem a população mais atingida.

Os impactos da violência sexual são de diversas ordens, psicológica, sociais e de saúde mental, podendo causar diferentes danos para a saúde, tais como: traumatismos físicos, infecção sexualmente transmissível, infecção pelo vírus do HIV, gravidez indesejada e estado de “stress” pós-traumático. Igualmente, impacta na qualidade de vida não apenas de quem a sofre, mas de seus familiares e sua comunidade.

O Hospital Pérola Byington – Centro de Referência da Saúde da Mulher (CRSM) atendimento especializado na atenção integral à violência sexual, através da assistência em diferentes setores: Pronto Atendimento, Programa Bem Me Quer – IML e Ambulatório de Violência Sexual.

 

Pronto Atendimento 

Toda e qualquer criança, adolescente e ou mulher pós-violência sexual, tem direito a atendimento emergencial imediato, disponível 24 horas, todos os dias da semana, incluindo-se sábados, domingos e feriados a fim de que algumas medidas sejam tomadas:

  • Atenção a possíveis traumas físicos e/ou lesões genitais;
  • Prevenção da gravidez decorrente da violência sexual;
  • Prevenção da infecção pelo vírus do HIV;
  • Prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (virais e não virais);
  • Prevenção da hepatite B

Atendemos meninas de todas as idades e meninos até 13 anos e 11 meses e 29 dias.

 

Programa Bem Me Quer – IML 

O Programa Bem-Me-Quer é uma ação de cooperação entre Secretarias do Estado de São Paulo, desenvolvido pela Secretaria da Segurança Pública em parceria com a Secretaria de Saúde e Procuradoria Geral do Estado, sendo o pioneiro no Brasil neste tipo de atendimento.

O Programa favorece o transporte da vítima da delegacia para o hospital e o retorno à delegacia depois do atendimento da unidade do Instituto Médico Legal (IML) 24 horas.

O exame pericial é solicitado pela autoridade policial ou judiciária. Desta forma, para passar em atendimento pericial é necessário que seja apresentada, pela vítima, a requisição de exame elaborada pela autoridade competente, a qual geralmente é formalizada na delegacia, durante a elaboração do Boletim de Ocorrência.

ATENÇÃO! O Laudo Pericial é atribuição do Instituto Médico Legal.

 

Ambulatório de Violência Sexual

O atendimento ambulatorial para tratamento dos agravos resultantes da violência sexual é oferecido a mulheres, adolescentes e crianças (meninos até 13 anos e 11 meses e 29 dias).

O ambulatório conta com equipe multiprofissional: Serviço Social, Psicologia, Ginecologia e Pediatria/Infectologia, com atendimento previamente agendado. O período de funcionamento é de 2ª a 6ª feira, das 7h às 16h.

É obrigatório trazer o cartão SUS e documento de identidade. Não é necessário apresentar encaminhamento de outro serviço de saúde e/ou boletim de ocorrência policial para receber atendimento. As crianças e adolescentes devem estar acompanhadas por um representante legal, também munido de documentos pessoais.

O Ambulatório de Violência Sexual também atende solicitações para interrupção de gestação decorrente de violência sexual, através do abortamento previsto em lei, conforme inciso II do artigo 128 do Código Penal brasileiro, não é necessário boletim de ocorrência policial, tampouco alvará judicial.

Em conformidade ao Manual de Diretrizes de 2019: “as interrupções têm limite máximo de idade gestacional até 20 semanas e peso fetal até 400 gramas”. Saiba mais em: https://www.hospitalperola.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Manual-de Diretrizes-2019.pdf 

Para mais informações, entre em contato pelo telefone: (11) 3248-8099.

Fazemos parte da Rede Intersetorial da região central, abaixo relacionadas:

  • Casa da Mulher Brasileira (atendimento 24 horas) – Espaço Integrado e Humanizado de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência – Rua Vieira Ravasco, 26, Cambuci, São Paulo.
  • Delegacia de Defesa da Mulher (atendimento 24 horas) – Rua Vieira Ravasco, 26, Cambuci, São Paulo.
  • Centro de Defesa e Convivência da Mulher – CDCM Espaço Francisca Franco – Rua Conselheiro Ramalho, 93, Liberdade, São Paulo.
  • Centro de Referência a Mulheres em Situação de Violência – CRM 25 de março – Rua líbero Badaró, 137 – 4° andar, Centro, São Paulo.
  • Serviço de Proteção Social para Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência – SPVV Sé – Rua Dr. Seng, 124, Bela Vista, São Paulo.
  • Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (GEVID) Núcleo Central – Promotoria de Justiça de Enfrentamento à Violência Doméstica do Ministério Público do Estado de São Paulo – Av. Dr. Abraão Ribeiro,313, 1º andar ­– Rua 6, Sala 1-528, Barra Funda, São Paulo.
  • NUDEM – Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres – Rua Boa Vista, 150 Mezanino, Centro, São Paulo.

Para saber mais acesse:

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